Há qualquer coisa dentro do teu olhar que me chama. Outro mundo talvez, outros mares quiçá. Há dentro de ti mundos novos por descobrir todos os dias que te abraço, que te dispo deste mundo.
Há… e eu navego nas ondas das carícias, mergulho nas profundezas do teu ser e encanto-me.
O teu mundo que transborda do teu olhar. O teu mundo que aprendi a amar com a força dos sete ventos.
E eu penso, quando a tua perna nua roça a minha e te cai dos lábios um gemido de prazer, penso que respiro, que vivo, porque só no teu mundo há ar. Se o teu mundo não existisse, de que me valia andar neste mundo cá fora?
Adormeces com o corpo despido de pudores, já a noite brilhou toda e no palco da madrugada se adivinha um dia de sol. Não tenho sono; às vezes tenho medo de adormecer e acordar noutro mundo onde este nosso mundo não exista.
Em movimentos sonâmbulos, abraças-me como se tivesses medo que eu fosse embora, e eu adormeço sorrindo.
Alaya duques do Mar