
– para não acordar os outros órgãos
Entrelaço os meus dedos nos teus. Sinto como se caminhasse no vácuo e os teus dedos fossem, afinal, a minha estrada.
Puxo-te e, atrás dos teus dedos, vens tu, como um presente pescado do destino.
Os teus beijos são aquele alimento indispensável para a alma continuar a voar… às vezes perco altitude durante as tuas ausências.
Puxo-te e, atrás dos teus dedos, vens tu, como um presente pescado do destino.
Os teus beijos são aquele alimento indispensável para a alma continuar a voar… às vezes perco altitude durante as tuas ausências.
Desenho-me no teu corpo, tela de pele onde pinto as minhas caricias,Inventas-me. Quero ser apenas o teu sonho de amor e apenas isso: viver segundo a segundo sob as ordens do teu prazer, pois sei que cada desejo é feito de essência, alma.
Mordo-te porque não me basta a carne; tenho de arrancar-te a realidade e dar-te o infinito.
Ao sentir-te desfazer em estrelas, cometas e planetas, finalmente, encontro o meu chão.
Abraço o teu corpo molhado, junto-nos.
E revejo-nos ainda naquele delírio louco em que as mãos cruzaram a intimidade e o corpo se entregou. Adormeço ao som do teu coração. A tua perna é o meu cobertor; tapo-me de ti.
Mordo-te porque não me basta a carne; tenho de arrancar-te a realidade e dar-te o infinito.
Ao sentir-te desfazer em estrelas, cometas e planetas, finalmente, encontro o meu chão.
Abraço o teu corpo molhado, junto-nos.
E revejo-nos ainda naquele delírio louco em que as mãos cruzaram a intimidade e o corpo se entregou. Adormeço ao som do teu coração. A tua perna é o meu cobertor; tapo-me de ti.
Quando acordo na cama em desalinho, com o corpo entrelaçado em ti, agarro-me mais, chego o ouvido ao teu peito para ouvir o que esse coração vai dizendo nesse código secreto.
Então pergunto-lhe baixinho — não por medo, apenas para não acordar os outros órgãos todos:
— E se for amor?
O coração responde no seu código secreto, eu sorrio e ficamos a conversar até a madrugada terminar.
Então pergunto-lhe baixinho — não por medo, apenas para não acordar os outros órgãos todos:
— E se for amor?
O coração responde no seu código secreto, eu sorrio e ficamos a conversar até a madrugada terminar.
Alaya duques do Mar