Botão a botão, se revela o corpo ao beijo.
Mãos trémulas que vão soltando carícias na pele nua.
Olhares trocados no segredo da cama ardente. Seios macios, oferecidos a dedos carregados de volúpia.
Rios serpenteando pelo ventre tão quente, oferecendo o prazer à boca amante. O corpo torce-se em desvarios inconscientes e verte a essência do prazer.
O toque por dentro com as palavras — banais, talvez —, mas tão cheias de vontade de amar. Alma e corpo, um só no vazio da noite tão cheio de nós.
O toque do lençol enrolado nos nossos corpos. O toque dos cabelos na pele ainda arrepiada.
O toque da madrugada na janela e o sono que não vem.
O toque do desejo, outra vez. Toco sem fim a pele e faço verter da nossa intimidade um rio infinito de luxúria. Embriago-me de ti, o único licor que me dá vida.
Alaya