… escreves no meu corpo uma infinita história de caricias.
Palavra a palavra desenhada com beijos que marcam a pele de desejo, levas-me numa aventura em que somos muito mais que dois corpos que se dão, somos uma luz do universo, pó de estrelas.
Noite após noite deixamos sob a capa branca do lençol os versos e prosas que dita o teu olhar e escorrega por mim.
Murmuro palavras sem pontuação, às vezes grito teu nome no clímax do enredo do teu corpo em mim.
Na madrugada o cansaço encerra um capitulo e num abraço sonhamos a dois.
São as lembranças de ti, memórias do teu corpo deixadas na minha pele que tornam suportável a ausência.
A recordação tão presente do teu cheiro, a luz que fica do teu sorriso, serve-me para respirar os minutos que conto para voltar a ser teu caderno de amor, tua história sem fim.
Um dia sento-me na mesa perto da janela e sob a luz do sol escrevo a tinta azul com as letras do abecedário esta história que o teu corpo conta ao meu com luxuria e ternura.
Escreverei durante horas as palavras dos teus beijos, a pontuação dos teus dedos quando me desvendam e levam para mundos que só tu conheces.
Mas como terminaria de escrever as memórias do teu corpo se a nossa história não tem fim ?
Alaya
